sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Da Vitória

Da conquista!

Da satisfação!

Da certeza do concluído!

Do momento da descoberta!

Da alegria do sonho realizado!

Do fim de uma etapa!

Do início de um novo caminho!

Do ciclo completo!

"Você não sabe o tanto que eu caminhei,
  Pra chegar até aqui..."

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Dessa vez

Dessa vez eu vou tentar dizer a verdade
não foi fácil enganar a minha vontade
fiquei molhado pela chuva do seu não
que me pegou de surpresa no portão

Foi difícil ser ator, com essa idade
não foi fácil de enganar a minha vontade
mas o tempo que eu levei pra te dizer
me trouxe aqui mas fez eu te perder

Eu não vou tentar te buscar
mas não vou correr de você

(Transmissor)

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Da perda

Rodou na internet um tempo atrás o texto brincadeira de estagiário. É um caso que conta de um estagiário que faz um jogo da mega sena com os números sorteados no dia anterior e coloca junto dos bilhetes apostados pela turma do escritório. Quando começam a conferir, não prestam atenção na data e todos que participaram do bolão acham que ficaram milionários. Na certeza que não precisam mais do emprego, os apostadores fazem as coisas mais incertas. No meio do fuzuê, descobrem que tudo não passa de uma pegadinha e o resultado: várias demissões por justa causa, incluindo a do estagiário.

No momento que a realidade se destorce, as vaidades esparsas se reintegram e formam sonhos possíveis. Passa-se a acreditar que tudo pode ser diferente, que a mudança trará melhoras e que o improvável não é impossível. O futuro começa a ser desenhado de forma planejada, com traços precisos e, ao mesmo tempo, delicados.

As fantasias são criadas no gosto peculiar. Os devaneios trazem sensações fortes e reais de expectativa, alegria, esperança. O tempo pára e o mundo se revela como o país das maravilhas. Roga-se para que tudo permaneça intacto, mas a perfeição é frágil e qualquer deslize pode fazer desabar.

Quando a ilusão é quebrada e se percebe que a vida real não mudou de canal, a frustração vem à tona. Angústia, raiva e punição tomam lugar da satisfação, mas de forma mais intensa, dolorosa, demasiadamente dolorosa. É o sentimento de perda.

A utópica contradição nasce no momento em que nada se explica e tudo se sente. Então perde-se o que não se tem. E no peito fica a saudade daquilo que nunca se viveu.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Da descoberta

Mais uma vez o How I Met Your Mother (s07e12) nos dá uma lição de vida. Aqui está o vídeo para vocês aprenderem como se portar em momentos de descoberta.

O diálogo está traduzido logo abaixo.



Barney: O que aconteceu? Eu desmaiei?

Robin: Não exatamente...

Eu estou grávida.

Barney: Você tem certeza de que não está apenas engordando?

Ah sim, então você está grávida. Parece que ninguém contou para os seus seios.

Barney: O que aconteceu? Eu desmaiei? Pare de bater em mim! Você tem certeza que está...

Robin: Bem, não! Não exatamente. Eu estou uma semana “atrasada”, mas eu nunca fico atrasada, é uma questão de orgulho para mim. Eu vou ao médico segunda-feira para saber com certeza. Até lá, não diga nenhuma palavra para ninguém.

Barney: Nem para o Kevin? Quer dizer, provavelmente o filho é dele. Eu passei anos treinando meus “garotos” a nadar para o outro lado!

Robin: Kevin e eu não fizemos sexo ainda. Se eu estou grávida, você é o pai.

Barney: Isso é maravilhoso!

Robin: Ahn?

Barney: Eu serei papai!

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Do atraso

A torcida cruzeirense passou uma semana preocupada, vislumbrando as conseqüências de um possível rebaixamento, já imaginando toda a gozação atleticana e as formas para se esquivar dela. Mas também, bem fundo, ainda mantinha um frágil fio de esperança na vitória que manteria o time na primeira divisão.

Alguns vinham com o discurso de que o rebaixamento era certo. Falavam que não havia forma de reverter a situação uma vez que o Bahia torcia pelo fortalecimento do futebol nordestino e já que clássico é clássico e vice-versa. O típico discurso pessimista que visa minimizar o impacto das conseqüências.

Outros vinham com peito cheio, bradando aos quatro ventos que não haveria rebaixamento. Que ganhar do Atlético seria muito fácil e que mesmo que não fosse o caso, os outros times estavam muito piores. O típico discurso otimista que tenta ofuscar aquela insegurança no fundo da alma.

Angustia! Os cruzeirenses estavam perdidos, preocupados, desorientados...

É, caros colegas, vocês apenas descobriram o que é um atraso de menstruação!

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Fim de noite, fim do mundo, lá no fundo do conhaque

Jantar de fim de ano, se interpretar ao pé da letra, e eu entendo assim, significaria uma refeição às vésperas do final do ano. Quase uma ceia de natal. Mas não era o caso. Era apenas mais uma celebração pelo bom ano que passou. Mas por que ate aqui o improvável insiste em acontecer?

Eu vestia terno, cheirava Armani Code, portava gel no cabelo e uma barba pra lá de descolada. Eu estava irresistível. Mas meu objetivo era profissional. Não bastava me esbaldar nas melhores bebidas, não bastava me satisfazer com os pratos mais saborosos, não bastava me deliciar nos doces mais incríveis... Eu estava a trabalho. Valia conhecer pessoas, fazer amizades e, quem sabe, criar parcerias.

Um cover tocava Lulu Santos no fundo, enquanto elegante e sorridente eu escutava conversas do passado. Então veio o garçom e disse: "isso e pra você". Era um guardanapo com um nome, um numero e um MSN. Tudo parou. Eu fitei cada rosto do salão, procurei em cada olhar o brilho daquele numero, procurei em cada boca o sorriso daquele MSN. Cadê você?

Eu realmente não tinha idéia de como seria você, mas a noite toda te imaginei do mesmo jeito. E imaginei você me levando embora dali, a chuva caindo, você encostando numa esquina e o mundo todo passando ali por nos. Mas o tempo ficaria parado lá. Nada de despedida, nada de beijo, nada de ate logo, nada de adeus. Tudo ficaria daquele jeito. Assim é bem melhor.

A noite passou entre lagostas e camarões, entre amigos, colegas e parceiros, entre 12anos, chardonay e água mineral, e eu não vi você. É meia noite e eu já não sei mais onde te procurar. Por que se esconder assim? Mas sem resposta, é fim de noite, fim do mundo, lá no fundo do conhaque. Eu fico sozinho, mas não fico em paz. A bebida minha eterna companheira.

Devo sonhar com você agora. Mas vou te imaginar como eu quero, como te imaginei a noite toda. Quem sabe eu possa te encontrar mais uma vez. Pela primeira vez.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Título pra que, se estou de férias?

Sintomas de uma Parabólica em férias:

- Guarda Roupa arrumado.

- Cama estendida.

- Desbloqueio de senha depois de errá-la mais de 80 vezes!

- Só faltou mesmo, o show do Pouca Vogal no sábado!